Confia em Ti

25 Agosto 2009

“Não acredites naquilo que ouviste,
Não acredites em tradições, só porque
Têm sido transmitidas ao longo de várias gerações,
Não acredites nas coisas só porque são murmuradas e ditas por muitos,
Não acredites só porque as afirmações escritas de algum velho sábio são produzidas,
Não acredites em conjecturas,
Não acredites nisso como verdade à qual te ligaste por hábito,
Não acredites  na simples autoridade dos teus mestres e antepassados.
Após observação e análise, quando isso concordar com a razão e for conducente
Ao bem e beneficio  de todos,
Então aceita-o e vive em conformidade.”

Por: Buda Gautama

(Hoje li isto no livro de “Ted Andrews – Como Contactar os seus guias espirituais, da Editoral Estampa”, fiquei um pouco espantado pois já tinha visto isto em algum lugar, pelo menos um pouco parecido, aqui fica um o link dum texto meu de 01/2008:  Duvida e Segue)

Memorias Perdidas

15 Agosto 2009

Ancestrais marginalizados,
Memórias reprimidas,
História  adulterada,
Conhecimento demonizado.

Caminho incerto
Pelas tempestades ciclicas
Da mente universal,
Sensivel às minimas vibrações
Emitidas pelos corações solitários
Em busca do Elo perdido.

O sagrado vibra no sangue,
Âmago flamejante
Que corre  na fonte divina
Imortalizando todos que nela se banham.
Fogo mais Água,
Mescla impregnatória de vida,
Vértice superior e inferior
Do equilibrio terrreno.

Caíram no esquecimento racional,
Mas não sairam das entranhas corporais,
D’onde continuam a vibrar infimamente,
Aguardando o desabrochar de uma nova era,
Ou do colapso
Que as façam libertar
Em direcção ao
Inexistente existencial,
Permitindo o (re) inicio.

Por: Venctus

Mistério

13 Agosto 2009

Um olhar no infinito
Entorpece a mente,
Encaminha o pensamento
Profundamente.
O abismo insano
Alberga a besta,
Protectora do incauto,
Devoradora daquele que VÊ.
Nasce (de) novo,
Iluminado pelo mistério
Do silêncio intemporal.

Por: Venctus

Sonhando

8 Agosto 2009

Das brumas negras elas surgem,
Presenças subtis que fazem o nevoeiro oscilar em
Espirais desvanecedoras…
Tento discernir aquilo que vejo,
Aqueles contornos de pessoas…não…
De seres…com capuzes…
Caminham…deslizam solenemente
Na minha direcção.
O sangue acelera…ferve…
Estarrecendo…preparando o corpo
Para o inóspito embate.
Começo a sentir-me fraco, cansado, ensonado,
Como que de repente o nevoeiro inundasse
Os meus olhos…Os meus sentidos…
Desfaleço…
É então que uma das  figuras apressadamente
Se dirige na minha direcção…amparando-me…
E a única coisa que vislumbro é o simbolo,
O simbolo vermelho gravado na fronte do capuz.

Por: Venctus

PESO

25 Junho 2009

Mas que raio de escrita tem vindo a ser a minha?
Pergunto-me porque escrevo?
O que pretendo passar através das palavras?
Estou cansado de tanto banalismo,
Que parece que o transcrevo para a minha escrita.

Quero “morrer”,
Desaparecer deste caminho inóspito que me deixa perturbado,
E entrar noutro,
Completamente revitalizado e limpo.
Deixar para trás as impurezas que me sugam a razão,
Que me devoram a memória e me transformam
Numa amálgama de elementos prontos para a decomposição.
Estou cansado, aborrecido, deteriorado,
Não consigo sair desta melancolia ciclica
Que me deturpa mente e corpo.

AAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAHHHHHHHHHHHHH

Quero rasgar as roupas,
Desfazer a minha carne,
Libertar-me de todo o peso
Que me impede de voar.

De TODO O PESO que me impede…
TODO O PESO…
Mas porque é que me atulhei de tanto?
Nunca tive tamanha necessidade.
Porque me deixei influenciar até este ponto?

Agora quero também “matar”,
Levar comigo tudo e todos.
Todos os que me influenciaram,
Me banalizaram e me transformaram
Nesta cápsula oca atulhada de tanto PESO desnecessário.
Mas….
Como conseguirei eu levar comigo toda uma sociedade?

Por: Venctus

As águas

23 Junho 2009

A água escorre pela fenda,
Ameaçando naufragar o barco já por si debilitado.
Sentado na proa do pequeno barco,
Encontra-se o marinheiro solitário.
O olhar no infinito
Indica que a presença dele
Encontra-se para “lá”,
Apesar do corpo dele ainda se encontrar “cá”.
As  memórias dum aparente passado distante
Borbulham na sua mente.
O nascer,
As brincadeiras de criança,
A descoberta do Amor, do Ódio,
A morte dos entes, a dor,
O conhecimento ganho,
A vida nunca desperdiçada,
Mas que hoje se encontra ameaçada.
Ou talvez não,
Talvez o seu espirito vá,
E leve tudo com ele,
Deixando para trás o recipiente,
Largando-o nas águas,
As águas de onde nasceu,
E de onde renascerá um dia.

Por: Venctus
Imagem de: DelayedReality

Ver ou não Ver…

19 Junho 2009


Ver ou não ver,
Existir ou não exitir,
Quem pensa que controla
O olhar na realidade?
Será que realmente vê
Aquilo que o circunda?
Ou será tudo apenas uma ilusão,
Um sonho interminável
Que perdura na escuridão?

É uma vida sonhada,
Na busca da Luz,
Que somente é aclamada
Momentos antes do acordar da Morte.

Por: Venctus
Imagem de: Zabyna