Teracul

“In a place of eternal life, where death it’s only a road. I saw you, you, and you, wandering there, lost and blind. Follow my shadow, i’ll leave you where you all belong.”

And from the ashes…a new book of life arise in…

TERACUL

Published in: on 7 Março 2010 at 0:49  Comentários (3)  

Términus

Tudo se transforma numa enfermidade parasitária, que nos suga a energia e aniquila o ego. A vontade não passa de simples desejos vomitados repetidamente, cujas essências asquerosas se ligam e entranham-se no self, apodrecendo o espirito luminoso.
O preço da oferta é elevado, nem toda a gente avalia as coisas de igual forma, e, o que é dado com o coração, tem um valor diferente do que é oferecido com a carteira.
Os limites são sempre impostos, consciente ou inconscientemente, não existem incondicionalismos mentirosos, escondidos por trás de uma qualquer máscara.
Os meus braços encontram-se estendidos, as mangas arregaçadas, nada tenho ou possuo, tudo darei…espero e acredito que as trocas ainda sejam equivalentes.
De outra forma…o livro está aberto, e as folhas futuras em branco, não possuo mais forças para continuar a escrever neste mesmo livro.

Acendam fogos, e alimentem-nos com os livros da vida,
Sacrifiquem tudo, morram nas labaredas infernais,
E por fim renasçam purificados de todas as enfermidades existenciais.

Eu…
Incendeio este livro.
As  suas cinzas irão para outro lugar,
Aguardando o renascimento da fénix!

Por: Venctus Falecidus
Imagem de: cantabile-reaper

Published in: on 14 Fevereiro 2010 at 14:02  Deixe um Comentário  

SSSerpenteando

SSSerpenteando vagarosamente encontra nova vítima perdida na obscuridade.
O caminho sinuoso torna a caçada num jogo de paciência.
Ela não a vê…Sente-a…Sabe que se encontra ali.
A vitima pressente algo e fica alerta a eventuais movimentos suspeitos.
Uma batalha mental decorre em cada um dos oponentes.
Um pretende atacar, e espera o momento certo,
O outro apenas pressente, acabando por se inquietar em movimentos desengonçados.
SSSerpenteia, aproxima-se, sentidos em alerta, adrenalina descarregada no fluxo sanguineo,
Ataca, Ataca, Ataca…AGORA.
Lança-se no ar com as mandibulas em riste,
Prestes a cravá-las no infortunado sonhador.
SONHADOR?! (exclama a vitima em sobressalto) Sim, claro…
E desaparece, esfumando-se daquela realidade.
A SSSerpente estatela-se no chão desamparada.
Estava quase, quase, quase…
Mais um que “acorda” sem saber, no momento errado, não mais podendo voltar a conhecer as virtuosidades da vivência real, selando assim para sempre o seu destino infortuno.

Por: Venctus Aeternus

Published in: on 17 Janeiro 2010 at 13:27  Deixe um Comentário  

O Menino

Lá vem o menio com a chucha na boca
E a fralda na mão,
Só falta estar descalço como manda a tradição.
Mas espera,
O outro não tinha chucha,
Decerto não chorava,
E a fralda cobria somente as partes
Em pleno Inverno.
Coitadinho do menino
Que morreria congelado,
Se realmente tivesse nascido
Em época Invernosa.
Mas dizem que os pastores lá estavam,
Demonstrando que Inverno não era,
Mas sim uma bela e floril Primavera,
Ou, então,
Um quente e saudoso Verão.

O deus menino,
A luz infinita,
Esse sim
Renasce todo os anos no inicio Invernal.

Por: Venctus Aeternus

Published in: on 20 Dezembro 2009 at 20:15  Deixe um Comentário  

Sonhando acordado

Ouço o crocitar dum corvo,
Viro a cabeça em direcção ao som, mas,
Nada vejo…

Novamente aquele som penetra o ambiente,
Mas onde está?
Não o vejo…

Asas batem em unissimo
E  afastam-se da minha presença.
Silêncio na penumbra.

Ouço algo a aproximar-se,
Um sussurro,
Vento?
Sim, é o vento .
Sopra…
As àrvores dançam ao som da melodia, e,
Começa a chover umas leves pingas.

Onde me encontro?
Pouco consigo vislumbrar.

Não estou cego,
O que será que esconde a luz?
O Sol está ali,
Murcho…emite pouca luminosidade.

Vento…frio…tremo…chuva…
Frio…Vento…chuva…tremo…

O que tem o Sol?
Onde estou?

Levanto-me e tento vislumbrar…

Cinzento…bandos de aves ao longe…
Corvos…Vento…cinzento…chuva…
Frio…àrvores semi-despidas…vento…
Corvos…chuva…àrvores despidas…
Escuro…luz distante…

Um caminho, Uma ponte,
A passagm,  O inicio,
Um abismo presente,
Escuridão infinita.

Ouço algo a aproximar novamente,
Pousa no meu braço esquerdo, e…

Crocita…ouvido a zunir…
Realidade baralhada…zonzo…
Crocitar distante…abismo…queda…
Luz ao fundo…turbulência…queda…
Confuso…crocitar longinquo…queda…
Queda…queda…queda…
AAAAAAAAAAAAAHHHHHHHHHH

O meu corpo oscila, e,
Acordo sobressaltado.

Escrito por: Venctus Aeternus
Imagem de: Ravennae

Published in: on 18 Dezembro 2009 at 23:44  Comentários (2)  
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