As águas
23 Junho 2009

A água escorre pela fenda,
Ameaçando naufragar o barco já por si debilitado.
Sentado na proa do pequeno barco,
Encontra-se o marinheiro solitário.
O olhar no infinito
Indica que a presença dele
Encontra-se para “lá”,
Apesar do corpo dele ainda se encontrar “cá”.
As memórias dum aparente passado distante
Borbulham na sua mente.
O nascer,
As brincadeiras de criança,
A descoberta do Amor, do Ódio,
A morte dos entes, a dor,
O conhecimento ganho,
A vida nunca desperdiçada,
Mas que hoje se encontra ameaçada.
Ou talvez não,
Talvez o seu espirito vá,
E leve tudo com ele,
Deixando para trás o recipiente,
Largando-o nas águas,
As águas de onde nasceu,
E de onde renascerá um dia.
Por: Venctus
Imagem de: DelayedReality
