Mas que raio de escrita tem vindo a ser a minha?
Pergunto-me porque escrevo?
O que pretendo passar através das palavras?
Estou cansado de tanto banalismo,
Que parece que o transcrevo para a minha escrita.
Quero “morrer”,
Desaparecer deste caminho inóspito que me deixa perturbado,
E entrar noutro,
Completamente revitalizado e limpo.
Deixar para trás as impurezas que me sugam a razão,
Que me devoram a memória e me transformam
Numa amálgama de elementos prontos para a decomposição.
Estou cansado, aborrecido, deteriorado,
Não consigo sair desta melancolia ciclica
Que me deturpa mente e corpo.
AAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAHHHHHHHHHHHHH
Quero rasgar as roupas,
Desfazer a minha carne,
Libertar-me de todo o peso
Que me impede de voar.
De TODO O PESO que me impede…
TODO O PESO…
Mas porque é que me atulhei de tanto?
Nunca tive tamanha necessidade.
Porque me deixei influenciar até este ponto?
Agora quero também “matar”,
Levar comigo tudo e todos.
Todos os que me influenciaram,
Me banalizaram e me transformaram
Nesta cápsula oca atulhada de tanto PESO desnecessário.
Mas….
Como conseguirei eu levar comigo toda uma sociedade?
Por: Venctus






