SSSerpenteando

SSSerpenteando vagarosamente encontra nova vítima perdida na obscuridade.
O caminho sinuoso torna a caçada num jogo de paciência.
Ela não a vê…Sente-a…Sabe que se encontra ali.
A vitima pressente algo e fica alerta a eventuais movimentos suspeitos.
Uma batalha mental decorre em cada um dos oponentes.
Um pretende atacar, e espera o momento certo,
O outro apenas pressente, acabando por se inquietar em movimentos desengonçados.
SSSerpenteia, aproxima-se, sentidos em alerta, adrenalina descarregada no fluxo sanguineo,
Ataca, Ataca, Ataca…AGORA.
Lança-se no ar com as mandibulas em riste,
Prestes a cravá-las no infortunado sonhador.
SONHADOR?! (exclama a vitima em sobressalto) Sim, claro…
E desaparece, esfumando-se daquela realidade.
A SSSerpente estatela-se no chão desamparada.
Estava quase, quase, quase…
Mais um que “acorda” sem saber, no momento errado, não mais podendo voltar a conhecer as virtuosidades da vivência real, selando assim para sempre o seu destino infortuno.

Por: Venctus Aeternus

Publicado em:  on 17 Janeiro 2010 at 13:27 Deixe um Comentário

O Menino

Lá vem o menio com a chucha na boca
E a fralda na mão,
Só falta estar descalço como manda a tradição.
Mas espera,
O outro não tinha chucha,
Decerto não chorava,
E a fralda cobria somente as partes
Em pleno Inverno.
Coitadinho do menino
Que morreria congelado,
Se realmente tivesse nascido
Em época Invernosa.
Mas dizem que os pastores lá estavam,
Demonstrando que Inverno não era,
Mas sim uma bela e floril Primavera,
Ou, então,
Um quente e saudoso Verão.

O deus menino,
A luz infinita,
Esse sim
Renasce todo os anos no inicio Invernal.

Por: Venctus Aeternus

Publicado em:  on 20 Dezembro 2009 at 20:15 Deixe um Comentário

Sonhando acordado

Ouço o crocitar dum corvo,
Viro a cabeça em direcção ao som, mas,
Nada vejo…

Novamente aquele som penetra o ambiente,
Mas onde está?
Não o vejo…

Asas batem em unissimo
E  afastam-se da minha presença.
Silêncio na penumbra.

Ouço algo a aproximar-se,
Um sussurro,
Vento?
Sim, é o vento .
Sopra…
As àrvores dançam ao som da melodia, e,
Começa a chover umas leves pingas.

Onde me encontro?
Pouco consigo vislumbrar.

Não estou cego,
O que será que esconde a luz?
O Sol está ali,
Murcho…emite pouca luminosidade.

Vento…frio…tremo…chuva…
Frio…Vento…chuva…tremo…

O que tem o Sol?
Onde estou?

Levanto-me e tento vislumbrar…

Cinzento…bandos de aves ao longe…
Corvos…Vento…cinzento…chuva…
Frio…àrvores semi-despidas…vento…
Corvos…chuva…àrvores despidas…
Escuro…luz distante…

Um caminho, Uma ponte,
A passagm,  O inicio,
Um abismo presente,
Escuridão infinita.

Ouço algo a aproximar novamente,
Pousa no meu braço esquerdo, e…

Crocita…ouvido a zunir…
Realidade baralhada…zonzo…
Crocitar distante…abismo…queda…
Luz ao fundo…turbulência…queda…
Confuso…crocitar longinquo…queda…
Queda…queda…queda…
AAAAAAAAAAAAAHHHHHHHHHH

O meu corpo oscila, e,
Acordo sobressaltado.

Escrito por: Venctus Aeternus
Imagem de: Ravennae

Publicado em:  on 18 Dezembro 2009 at 23:44 Comentários (2)

Materializando

A realidade terrena
É o culminar descendente
Da evolução cósmica.
É um estado frio e cavernoso,
Caso não seja suficientemente
Alimentado pelos elementos superiores.
Tudo se estabelece em matéria.
Depois da faísca, da sua expansão e formação,
Ocorre finalmente a materialização.
Quem ignorar ou dar pouca importância
A qualquer um dos passos,
Não conseguirá criar algo durável e estável,
Mesmo sabendo que toda a matéria é perecível
Pelos mesmos elementos que a criaram.
Somente grandes criações são eternas,
Pois, os seus criadores não descuraram
Nenhum elemento/passo nas suas laborações.

Escrito por: Venctus Aeternos
Imagem de: E-invoked

Publicado em:  on 15 Dezembro 2009 at 22:15 Deixe um Comentário

Porta Cósmica

Um triângulo de fogo surge vindo da escuridão,
Aproxima-se tão rápido que passa por mim a grande velocidade,
Apenas fico a sentir o calor das labaredas à minha volta.
Logo a seguir surge um circulo,
Uma cobra mordendo a sua própria cauda,
Tal qual Ouroboros…
Envolve uma balança azul,
Mantendo à distância todos os defractores.
Possui uma aura pulsante com as sete cores,
A energia é tal que sou repelido à medida que se aproxima.

PUM,
PUM PUM PUM,
PUM.

PUM,
PUM PUM PUM,
PUM.

O batimento surgiu repentinamente,
Tornando-se cada vez mais intenso,
Fazendo vibrar tudo nas proximidades.

PUM,
PUM PUM PUM,
PUM.

Abre-se uma brecha na aura,
Deixo de ser repelido,
E quando chega perto de mim,
Envolve-me e fecha-se,
Prendendo-me no seu interior,
Uno com a cobra e a balança.
Tento tocar com a mão direita,
Mas logo a cobra me afasta com um olhar intemidatório.
Volto a tentar…
O calor harmonioso,
O frio aconchegante,
Mesclam-se num sentimento unico e estranho.
Absorvo a energia e pego na balança,
Encontro-me circundado plenamente pela cobra.

PUM,
PUM PUM PUM,
PUM.

O som continua,
Perpetuando-se pelo infinito.

PUM,
PUM PUM PUM,
PUM.

O caminho à frente ilumina-se
Á medida que avançamos em direcção à fonte.
Luz, Som, Energia,
Calor, Frio, Vibração,
Tudo se conjuga num êxtase cósmico singular.

PUM,
PUM PUM PUM,
PUMMMMMM.

Chegamos…

Uma porta fechada encontra-se à minha frente,
Tenho a chave na mão,
Mas aguardo…
Mais um pouco…Mais um pouco..
E todos aguardam mais uma pequena quantidade de tempo.
Pequena para alguns,
Uma eternidade para outros,
Mas o que se pode fazer?
Não é para agradar a ninguém.

Por: Venctus Aeternus
Imagem de: LongbowPrincess

Publicado em:  on 13 Dezembro 2009 at 0:22 Comentários (1)

Um Ciclo

Semente,
Filha lançada à vida solitária,
Entranha-se nas trevas, e espera.

Brota,
Sorte e azar mesclam-se,
Proporcionam o erguer
Da escuridão para a luz.

Crescimento,
Passagem do tempo
Com um olhar eterno no tecto estelar,
Esperança ilimitada.

Árvore,
Maturação vivificada,
Copa no Céu,
Raízes na Terra,
Equilibrio pleno.

Moribunda,
Sonho concretizado,
Filhas em crescimento,
Novos caminhos, novas esperanças.

Queda,
Silêncio e morte
Proporcionam vida aos seres rastejantes.

Um ciclo…
Outros tantos ciclos…

Por: Venctus Aeternus
Imagem de: Sortvind

Publicado em:  on 10 Dezembro 2009 at 22:13 Comentários (1)

A Visita

Almofada intacta…
Cabeça na terra,
E os pés a dançar
A melodia dos deuses.

Lençóis ausentes…
Loucura indomável,
Sangue e suor saciam as feras.

Quarto sombrio…
Deitado no chão,
Clama pelo término
Da visita interminável.

Porta abre-se…
A luz entra,
Cega e entorpece os sentidos.

Musica termina…
A visita despede-se,
Levando consigo
Mais uma alma insana.

Por: Venctus Aeternus
Imagen de: catartica

Publicado em:  on 7 Dezembro 2009 at 0:13 Comentários (2)